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 Refúgio de Alessa.

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MESTRE
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MensagemAssunto: Refúgio de Alessa.   Sex Mar 11, 2016 11:08 pm

(01/03/2016, 03:00)

Mais uma noite se passava enquanto o tempo parecia parado. É claro que tudo havia mudado, e tanta coisa acontecera desde a última vez que Alessa vira a luz do dia, mas ela ainda parecia a mesma por fora. O tempo tem essa característica engraçada, ele cobre as rochas de lodo, dissolve o cadáver dos que se foram, mas não é ele que muda a mente das pessoas, isso é feito pelas decisões delas e dos outros.

Alessa tinha suas distracções de sempre para se preocupar, e Michael cuidava de tudo que era importante, tudo que era grande... Alessa cuidava das coisas pequenas, das coisas que eram importantes dentro do mundinho pessoal dela, e essa noite já corria longa quando Michael foi dormir, deixando-a livre para fazer o que quisesse.
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Alessa Devener

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MensagemAssunto: Re: Refúgio de Alessa.   Sab Mar 19, 2016 11:32 pm

Ele já fora dormir, estava cansado da correria daquela semana, indo há bancos, agências, empresas, voltando pra casa, cuidando dela, livrando-se de um corpo ou outro, voltando pra rua, visitando clientes, indo há bares atrás de especulações, "agenciando" outros. O empenho de Michael era enorme para manter a pequena fortuna da criatura com aparência de uma garota angelical, que era vista andando pelas ruas a noite usando um guarda chuva branco ou vermelho, mesmo que o clima não pedisse por chuva.

O lacaio era extremamente competente, e usava sua inteligência para proteger o que era de sua pequena Senhora.

Ele estava no quarto envolto por cortinas escuras.

QUARTO MICHAEL


E ela ficou perambulando pelo grande loft, que na verdade era um prédio abandonado e reformado as custas do que Michael ganhava para Alessa, porém, é claro, ela já possuía antes uma boa quantia em dinheiro, conseguida através de seus furtos com quando fingia ser uma ninfeta agradável aos olhos dos velhos ricos de outras cidades a procura de alguma coisa pra distrair sua imortalidade que se mostrava tão monótona naquele momento.

VISÃO GERAL DO LOCAL


Foi de uma repartição a outra, todas feitas com cortinas pesadas e de tecidos pomposos, a maioria em cor negra ou um tom de verde com pontos brilhantes, era veludo com fios dourados bordados por toda extensão, um dos únicos luxos ali, já que a maioria dos ambientes tinha moveis aparentemente simples.

SALA PEQUENA, COM ACESSO PARA O "SEGUNDO ANDAR"


A entrada para o quarto dela ficava no "segundo andar", onde um lance de escada levava para um tipo de deck, depois deste havia um corredor com pinturas nas paredes e alguns objetos de decoração, no teto muitas lâmpadas pequenas de luzes coloridas simulando constelações, ela, as vezes, sentava-se ali para  falar com suas "estrelas", quando a outra voz lhe deixava em paz.

Alessa colocou vários tapetes ali, para andar descalça, e encheu de almofadas, era um modo de sinalizar o lugar por onde teria de passar sempre toda vez que o dia virava noite, e a noite ia embora sendo dia, o sol morria e o céu ganhava ou estrelas fortes, ou a Lua tímida se exibindo como o gato da historia de Alice.

CORREDOR, ANTES DE CHEGAR AO QUARTO DELA


QUARTO DELA



Fazendo isso ela pedia orientação para que a Criatura dentro dela não deixasse tanto sangue em suas mãos. Parte dela ficava triste, parte contente com as atrocidades que fazia enquanto sua mente se perdia naqueles corredores infinitos, onde o pensamento fluia por vários lugares, e desaguava em lugar nenhum, deixando sempre a sensação do vazio, do oco, e dos ecos Daquilo.

- Eu não vou dormir já, é cedo ainda, nem mesmo a Madame Helloise conseguia me fazer dormir antes das vinte e três horas. - Ela olhava pra imagem refletida no espelho, era a dela mesma, ajeitando o cabelo, penteando-o para o lado esquerdo usando-se dos dedos da mão esquerda.

- Olha, olha... Nem a Lua foi deitar ainda, porque eu preciso ir. A Criatura não dormiu ainda, eu preciso ficar atenta... Ela falou comigo ontem, ou foi semana passada? Em que dia estamos, Juliett? - Olhou pro lado e parecia conversar com uma boneca de porcelana que estava jogada num canto junto de duas almofadas coloridas. O rosto dela estava vazio, alguém tirou toda tinta que lhe dava uma face, e apenas um sorriso desenhado em traço vermelho simulava um sorriso desdenhoso, como de uma criança birrenta.

- Não sabemos que dia é... Amanhã vamos perguntar para Michael ele sabe de tudo, não vou acordá-lo agora só porque você queimou os calendários com rosto daqueles bebês lindos, Juliett. Não faça mais isso. - Ela jogou os cabelos para trás num gesto rápido como alguém entrando em desespero, vendo um vulto passar atrás de si. Não havia vulto algum.

- Eu matei os dois... Tirei o coração dela. Ele ainda batia, e não parava de bater por ele... E eu não quero ninguém com o coração batendo por ninguém. Eles não tem o direito de amar, Julliett... Não podem, se não podemos, eles também não podem... - Uma lágrima de tom vermelho escorria pela pálida face da jovem vampira, do clã dos Insanos, ela tinha um ar insólito agora e ao mesmo tempo extremamente calmo. Como alguém mirando do centro de um veleiro de pesca os raios da tempestade que vem engolir o pobre barco com todos seus tripulantes.

- Porque todos eles morrem... E nós viramos cinzas, e eles viram pó... - Limpou a lágrima e foi caminhando descalça pelos tapetes, tornando a pegar o celular, cheio de jogos baixados pra distraí-la quando o tédio batia, era viciada naquilo. Jogos. Foi para o quarto e bateu duas vezes na porta, depois girou a pesada maçaneta entrando e trancando-a em seguida.

- Só nós vamos sobreviver quando a Terra virar fogo, e pelo fogo será engolida, só nós vamos viver, e eu vou dançar no sangue deles... - Ela simulava passos de dança, um pouco do jazz que havia aprendido nas aulas de dança quando ainda estudava, erguendo as mãos acima da cabeça e deixando o celular preso na mão esquerda. Rodou até cair no chão e sentar no meio do quarto, segurando os joelhos.

- Preciso matar, preciso matar, preciso matar... - Sussurrava. Maléfica. Sombria. Sozinha. Como uma víbora desejando dar o bote na criança posta no berço.
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MensagemAssunto: Re: Refúgio de Alessa.   Dom Mar 20, 2016 12:57 pm

Alessa era completamente dependente de Michael, o que não era necessariamente algo ruim, apenas um traço de sua vida enquanto viva que a seguiu depois da morte. Porém, Alessa nunca estava só, alguém sempre esteve com ela conversando quando ela precisava, escutando quando ela tinha algo a dizer e se, por acaso, esse alguém não houvesse estado lá desde o começo, ao menos havia a convencido de estar.

- Alessa, o que você está esperando? Existem muitas pessoas lá fora que precisam pagar pelo que são, e nós precisamos receber, não é? Essa cidade está cheia de monstros, podemos nos divertir...

A voz dentro da cabeça de Alessa falava como se fosse ela própria, às vezes era difícil definir o que é pensamento e o que é voz.
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Alessa Devener

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MensagemAssunto: Re: Refúgio de Alessa.   Dom Mar 20, 2016 5:14 pm

- Porque você não cala a boca... Me deixe, eu preciso ser uma boa menina... - Ela respondia prontamente, olhando pro nada. Virava o rosto para a frente, mas permanecia estática, parando de embalar o corpo como uma criança o faz quando sente a solidão esmagar cada nervo que tem em si.




Aquilo era seu Grilo mau, ele cantarolava toda vez que o pobre espirito de porco dela conseguia ficar em paz, e já faziam quase cinco dias que não tirava uma vida, e a oferecia ao deus Sangrento que cultuava em suas noites quando a maldição açoitava o oco onde sua alma vivia.


Batia as duas mãos no chão de leve, estavam espalmadas, o som era baixo e continuo, como um membro de uma tribo começando o som necessário para que o rito fosse iniciado. Ela ficou assim por cerca de cinco minutos até que levantou do chão e foi pro guarda roupa, abriu-o e remexeu ali entre algumas peças que foram jogadas sobre a cama, acabando por escolher e vestir-se.



Alessa tornava a passar pelo corredor, fechou a grande porta de metal de seu quarto e então desceu a escada com cuidado, Michael precisava dormir, ela ia dormir, nem que ela precisasse fazer isso a força, caso acordasse. A vampira, abriu a janela da escada de incêndio e então desceu a escada de metal que a levaria pra baixo, para as ruas. Dali ela seguiria ouvindo com atenção o que o Mau lhe falaria, porque sempre lhe guiava bem.
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MensagemAssunto: Re: Refúgio de Alessa.   Dom Mar 20, 2016 5:47 pm

A voz acompanhava Alessa enquanto a garota trocava de roupa, enquanto ela andava furtivamente pela casa e enquanto andava pelas ruas da cidade.

- Isso, isso... Onde estão essas pessoas malvadas, heim? Vamos encontrar... Mas o que é isso no seu bolso? Hmm, pode ser importante.

Alessa abre sua carteira e encontra algo escrito à mão em seu documento falso: "montelunar01032000xoxo". A escrita parece ser um pouco flourescente ou piscar um pouco, e depois de alguns segundos desaparece completamente, como se nunca tivesse existido.

- Talvez não seja nada, você está com fome? Eu sei que eu estou, vamos cobras algumas dívidas com esse povo...

A voa guia Alessa pelas ruas até uma casa que parece toda apagada, a não ser por uma única luminária na cozinha.

- Aposto que existe algum pecador lá, um pecador muito, mas muito pecador mesmo. Como se chama o contrário de um santo? Aposto que tem um anti-santo lá.
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Alessa Devener

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MensagemAssunto: Re: Refúgio de Alessa.   Dom Mar 20, 2016 7:19 pm

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